Um caso alarmante veio à tona em Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba, onde o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) decidiu abrir uma sindicância para investigar um médico preso em flagrante por suspeitas de atos libidinosos durante atendimentos em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Este procedimento foi formalizado na quarta-feira (4) e tem como objetivo apurar possíveis infrações ao Código de Ética Médica.
A investigação irá reunir documentos e depoimentos com o intuito de identificar se houve violação ética por parte do profissional. O CRM-PB assegurou que, caso um processo ético-profissional seja instaurado, o médico terá direito à ampla defesa e ao contraditório, ouvindo tanto ele quanto as pacientes e testemunhas envolvidas.
A situação começou a se desenrolar após uma jovem de 20 anos apresentar uma denúncia à Polícia Civil, afirmando ter sido vítima de conduta sexual inapropriada durante uma consulta. Segundo seu relato, o médico teria realizado toques íntimos sem justificativa médica, além de ter feito perguntas de natureza sexual durante o atendimento.
Após essa primeira denúncia, a polícia foi até a UBS e descobriu outros relatos que corroboravam as alegações. Uma mulher de 44 anos também se apresentou à polícia, relatando experiências semelhantes em uma consulta anterior. Funcionários da unidade de saúde também foram ouvidos e relataram comportamentos inadequados do médico, que permanece sem identificação divulgada.
Em sua defesa, o médico alegou que suas ações tinham finalidade diagnóstica e assistencial. Ele foi preso em flagrante e aguardará a audiência de custódia. Para dar suporte às investigações, foram requisitados exames ao Instituto de Polícia Científica (IPC) e a análise das imagens do sistema de monitoramento interno da UBS.
Crédito da imagem: Delegacia de Alhandra, no Litoral Sul da Paraíba



