quinta-feira, 05/11/2026

30° João Pessoa Poucas nuvens · máx 30° mín 27°

Médico acusado de abusos sexuais permanece preso na Paraíba

A Justiça da Paraíba decidiu, nesta quinta-feira (5), converter a prisão de um médico suspeito de cometer atos libidinosos contra pacientes em uma unidade básica de saúde em Caaporã, no Litoral Sul, para prisão…

Compartilhe:

A Justiça da Paraíba decidiu, nesta quinta-feira (5), converter a prisão de um médico suspeito de cometer atos libidinosos contra pacientes em uma unidade básica de saúde em Caaporã, no Litoral Sul, para prisão preventiva. A medida ocorre após a prisão do profissional, que foi flagrado na quarta-feira (4) após uma denúncia de uma paciente de 20 anos, que relatou ter sido vítima de um atendimento com conduta sexual inadequada.

A defesa do médico se manifestou, afirmando que a decisão judicial é “desproporcional” e “desnecessária”, e já está preparando um habeas corpus para tentar libertar o profissional. Enquanto isso, a Prefeitura de Caaporã informou que tomou providências administrativas para afastar o médico e assegurar sua substituição imediata.

Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde está oferecendo apoio às pacientes afetadas, garantindo o suporte necessário por meio da rede de saúde local. O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) também se mobilizou, iniciando um processo de investigação que examinará toda a documentação e relatos para apurar possíveis infrações éticas por parte do médico.

A investigação começou após a primeira denúncia, mas outras pacientes também se pronunciaram. Uma mulher de 44 anos relatou ter passado por uma experiência semelhante em um atendimento anterior. Funcionários da unidade de saúde confirmaram que o médico apresentava comportamentos inadequados e gerava situações de constrangimento durante as consultas.

Em sua defesa, o médico alegou que os toques e perguntas de cunho sexual realizados durante os atendimentos tinham como finalidade apenas diagnóstica e assistencial. Ele foi preso em flagrante e passou por audiência de custódia. Para dar continuidade às investigações, a polícia requisitou exames ao Instituto de Polícia Científica e as imagens do sistema de monitoramento da unidade de saúde.

Crédito da imagem: Delegacia de Alhandra, no Litoral Sul da Paraíba