Na última segunda-feira (19), o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) decidiu manter a cassação da prefeita de Areia, Sílvia Cunha Lima, e do vice-prefeito, Luiz Francisco Neto, em um caso que gerou bastante repercussão na política local. A medida é uma consequência da distribuição de cestas básicas durante a campanha eleitoral de 2024, que levantou sérias suspeitas sobre a legalidade da prática.
A defesa da prefeita já anunciou que recorrerá da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), buscando reverter a situação. Com a confirmação da cassação, Sílvia Cunha Lima deverá deixar o cargo, e a cidade se prepara para uma nova eleição municipal, cujo calendário ainda será definido pelo TRE-PB.
A investigação começou após a entrega de cestas básicas nas vésperas da eleição, levantando a suspeita de que essa ação poderia ter influenciado o resultado a favor da chapa da prefeita. O Ministério Público Eleitoral (MPE) já havia apontado irregularidades, e dois funcionários da Prefeitura foram detidos durante a entrega dos donativos, fato que contribuiu para a gravidade da situação.
No julgamento anterior, a questão se mostrou polêmica, com um empate de 4 a 4 entre os desembargadores, o que levou o presidente do tribunal, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, a decidir a questão com seu voto de desempate. Em sua análise, ele destacou a relevância da proximidade da distribuição das cestas básicas com o dia da votação, considerando que isso poderia ter um impacto significativo sobre a escolha dos eleitores.
A decisão do TRE-PB não apenas confirmou a cassação, mas também afastou a inelegibilidade do vice-prefeito e a imposição de multas individuais, deixando claro que a situação ainda é complexa e cheia de desdobramentos. A população de Areia agora aguarda ansiosamente pela definição da nova data para as eleições e o futuro de sua administração.
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