A situação de vulnerabilidade das pessoas acolhidas em uma granja em Santa Rita, na Grande João Pessoa, chamou atenção das autoridades e da comunidade. Mais de 100 indivíduos, que deixaram uma casa de acolhida, acabaram passando a noite em um posto de combustíveis às margens da BR-230. A Polícia Civil da Paraíba já iniciou uma investigação sobre o caso, que ocorreu no último dia 23, e segue sob segredo de justiça.
O delegado Márcio Pereira informou que a corporação está apurando os detalhes da situação, mas não pode compartilhar informações adicionais neste momento. O Ministério Público da Paraíba também está acompanhando o caso e já se reuniu com a Secretaria de Assistência Social de Santa Rita para discutir o que ocorreu. As pessoas que estavam no local foram encaminhadas de volta para suas cidades de origem, que incluem estados como Pernambuco e Sergipe.
Uma mãe, que viajou mais de 10 horas de Itabaiana, Sergipe, para buscar seu filho, relatou à TV Cabo Branco que não recebeu qualquer aviso sobre a situação do seu filho. Ela enviava mensalmente R$ 1.500 para mantê-lo na casa de acolhimento, mas ao encontrá-lo, viu que ele estava descalço e em uma situação precária. “Ele está aqui numa situação precária, sofrendo com fome e com sede”, desabafou.
De acordo com o tenente-coronel Alcântara, do 7º BPM, a saída do grupo ocorreu devido a condições precárias que não foram detalhadas. A situação se agravou após uma agressão física no local, que fez com que alguns internos decidissem deixar a granja. O proprietário do espaço, Dorgivan de Castro, disse que foi informado sobre a confusão por meio de um boletim de ocorrência e que estava tentando ajudar aqueles que permaneceram, acolhendo-os e buscando contato com suas famílias.
Com um cenário tão preocupante, a comunidade local espera que as autoridades tomem as devidas providências para evitar que episódios assim se repitam, garantindo a segurança e o bem-estar de todos os envolvidos.



