quarta-feira, 28/10/2026

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MP entra com ação para garantir segurança em reservatórios da Cagepa em Campina Grande

Um triste episódio marcou Campina Grande no ano passado, quando um reservatório de água no bairro da Prata se rompeu, resultando na morte de uma idosa e na destruição de várias casas. Em resposta…

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Um triste episódio marcou Campina Grande no ano passado, quando um reservatório de água no bairro da Prata se rompeu, resultando na morte de uma idosa e na destruição de várias casas. Em resposta a essa tragédia, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) decidiu agir e entrou com uma ação civil pública, na qual solicita uma auditoria técnica em 22 reservatórios da cidade. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (22).

Nesta ação, o MP também exige a elaboração de um plano de intervenção que priorize a recuperação dos reservatórios R9, localizado em Santa Rosa, e R14, em São José da Mata. Além disso, o órgão pede medidas de proteção para os moradores que residem em áreas suscetíveis a inundações, caso novos rompimentos ocorram.

O promotor Hamilton de Souza Neves Filho, responsável pela ação, destacou que a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) realiza apenas inspeções superficiais, o que não assegura a segurança das estruturas. Ele defende a necessidade de ensaios técnicos mais rigorosos, conforme apontado por laudos de instituições como o Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC) e a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Além disso, o MPPB pede o bloqueio de R$ 10 milhões em contas da Cagepa para garantir que os recursos sejam utilizados na execução de obras de contenção e segurança. O órgão menciona que o rompimento do reservatório, que tinha mais de 60 anos e armazenava cerca de 2 milhões de litros de água, foi resultado de falhas estruturais e falta de manutenção adequada.

Em uma autuação anterior, a Cagepa já havia sido responsabilizada pelo rompimento, sendo acusada de descumprir normas de segurança. A companhia ainda não se pronunciou oficialmente sobre a nova ação do MPPB, mas já havia afirmado que tomará as medidas necessárias assim que for notificada.

A tragédia não apenas causou a morte de uma pessoa, mas também deixou um rastro de destruição, com três casas e estabelecimentos comerciais sendo arrastados pela força da água. O impacto foi sentido em 40 bairros de Campina Grande e nas cidades vizinhas, que enfrentaram a falta de abastecimento temporariamente.

Os desdobramentos desse caso envolvem a responsabilidade técnica das inspeções, que, segundo especialistas, deveriam ter um registro formal que identifique os profissionais encarregados. O professor de Engenharia Civil da UFCG, Marcos Simplício, enfatizou a importância desse documento para garantir a segurança nas vistorias.

A população de Campina Grande aguarda ansiosamente por soluções que evitem que tragédias como essa voltem a se repetir e que garantam a segurança de todos os cidadãos que dependem desses serviços essenciais. A luta por justiça e segurança nos reservatórios de água segue e é um assunto que merece atenção e cuidado.