A situação de vulnerabilidade enfrentada por um grupo de internos de uma instituição de reabilitação em Santa Rita, na Grande João Pessoa, trouxe à tona preocupações sobre a gestão do local. Neste fim de semana, uma mãe, que viajou 10 horas desde Itabaiana, Sergipe, para encontrar seu filho, encontrou-o descalço e em condições precárias após a fuga do grupo que estava em acolhimento. A mulher, que enviava R$ 1500 mensalmente para o filho e itens pessoais, relatou à TV Cabo Branco que não recebeu nenhuma comunicação da instituição sobre a saída dos internos.
Ela ficou sabendo da situação por meio de outra mãe, que também estava preocupada. “A instituição não entrou em contato com a nossa família. Nem comigo nem com ninguém para avisar que eles tinham fugido. Eu não sei o que aconteceu”, desabafou. A mãe havia notado a falta de uma chamada de vídeo, que costumava ocorrer a cada 15 dias, e ao investigar, foi informada de que a atividade havia sido adiada devido a problemas de internet.
O tenente-coronel Alcântara, do 7º Batalhão da Polícia Militar, confirmou que a saída dos internos se deu por condições precárias, embora detalhes não tenham sido compartilhados. Ele relatou que alguns já decidiram retornar à instituição, enquanto outros pediram que seus familiares os buscassem.
A situação se complicou ainda mais após um episódio de agressão física no local, que teria sido desencadeado por uma discussão envolvendo uma pessoa que foi buscar um familiar. O proprietário da granja que abrigava a casa de acolhimento, Dorgivan de Castro, declarou que soube do ocorrido através de um boletim de ocorrência registrado e que, ao chegar ao local, encontrou muitos internos já evadidos. Ele afirmou que não pretende continuar com o aluguel do espaço e que seu objetivo agora é ajudar a reunir os internos com suas famílias.
Na manhã desta sexta-feira (23), cerca de 10 pessoas ainda estavam reunidas em um posto de combustíveis, aguardando uma solução para sua situação. A falta de comunicação e as condições de acolhimento levantam questões importantes sobre a responsabilidade das instituições que cuidam de pessoas em situações vulneráveis.
Crédito da imagem: Reprodução/TV Cabo Branco



