Na Paraíba, uma alarmante realidade se impõe: cerca de 80,4% dos médicos enfrentaram algum tipo de violência em sua rotina profissional. Esses dados foram revelados pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) durante o lançamento de um aplicativo especialmente criado para registrar e tratar essas ocorrências, evento que ocorreu em João Pessoa na última segunda-feira (19).
A pesquisa que embasou essas estatísticas foi realizada pelo próprio CRM-PB, em 2025. A situação, que não é exclusiva do estado, se reflete em números nacionais impressionantes: mais de 4,5 mil boletins de ocorrência relacionados a crimes em unidades de saúde foram registrados em 2024 no Brasil.
Bruno Leandro, presidente do CRM-PB, destacou a importância do aplicativo, denominado “Observatório da Violência contra o Médico”. Ele explicou que, por meio dessa ferramenta, será possível catalogar informações sobre os casos de violência, contribuindo para um entendimento mais abrangente do problema e possibilitando a implementação de medidas efetivas para combatê-lo. “Precisamos saber onde e como essa violência ocorre e quem são os responsáveis”, enfatizou.
Tarcísio Campos, presidente do Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed-PB), também elogiou a iniciativa, afirmando que o aplicativo permitirá uma coleta de dados mais eficaz, facilitando a resposta a esse problema crescente. “Com essa unidade criada, as ações serão mais rápidas e precisas, já que teremos informações concretas sobre a violência que afeta a categoria”, afirmou.
A Polícia Civil esteve presente no evento e reforçou seu compromisso em monitorar as denúncias recebidas pelo aplicativo e iniciar investigações. Para quem quiser participar dessa luta, o aplicativo já está disponível para download nas plataformas iOS e Android.
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