A estátua de Iemanjá, que se ergue orgulhosamente na orla do Cabo Branco em João Pessoa, voltou a ser alvo de vandalismo, desta vez em um incidente ocorrido na última sexta-feira, 16 de outubro. Durante uma briga entre dois homens, um catador de materiais recicláveis e um colombiano, a proteção de vidro que envolve o monumento foi quebrada por uma pedrada lançada em meio à confusão.
De acordo com a Guarda Civil Municipal, os envolvidos na briga foram detidos e levados à Cidade da Polícia Civil. Eles foram registrados sob um Termo Circunstanciado de Ocorrência, mas acabaram liberados logo em seguida.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) não deixou o caso passar em branco e instaurou um novo procedimento para investigar o vandalismo. A promotora Fabiana Maria Lobo da Silva, da 46ª Promotoria de Justiça da Cidadania e dos Direitos Fundamentais, determinou que a Secretaria Municipal de Segurança Pública forneça, em até dez dias úteis, informações sobre possíveis imagens das câmeras de monitoramento que possam ajudar na identificação do responsável pelo dano.
O novo ataque à estátua ocorre menos de um mês após outro ato de vandalismo, que também danificou a proteção de vidro do monumento. Em 19 de setembro, uma mulher foi filmada arremessando uma pedra contra a estátua, e o caso já está sendo acompanhado pelo MPPB.
A estátua de Iemanjá não é apenas uma obra de arte, mas um símbolo importante das religiões de matriz africana em nossa cidade. Frequentemente, a praça que abriga o monumento é um espaço de celebrações e oferendas. Infelizmente, o histórico de vandalismo é preocupante: em 2013, a imagem foi decapitada, e em 2016, mais uma vez, perdeu a cabeça.
Em 2025, a Praça de Iemanjá passou por uma revitalização, com investimentos que totalizaram R$ 662,7 mil, mas a preservação desse patrimônio cultural continua a ser um desafio para a comunidade. É essencial que a população se una para proteger e valorizar esses símbolos que representam nossa diversidade e história.



