A estátua de Iemanjá, que embelezava a orla do Cabo Branco em João Pessoa, foi mais uma vez alvo de vandalismo nesta sexta-feira (16). O incidente marca a segunda vez em menos de um mês que o monumento, um importante símbolo das religiões de matriz africana, sofre ataque, após a quebra da proteção de vidro que a cercava em setembro.
Procuramos a Guarda Civil Municipal para obter informações sobre a identificação dos responsáveis por esse novo ato de vandalismo, mas até o momento não recebemos resposta. No episódio anterior, registrado na madrugada do dia 19 de setembro, câmeras de videomonitoramento mostraram uma mulher arremessando uma pedra contra a estrutura de vidro por volta das 3h25 da manhã.
De acordo com a Guarda Municipal, as imagens capturadas foram enviadas às autoridades competentes para investigação. A promotora de Justiça Fabiana Lobo, do Ministério Público da Paraíba, confirmou que a mulher envolvida no vandalismo foi identificada e apresentava sinais de transtornos mentais, supostamente em um surto no momento do ato. O caso agora é acompanhado pelo Ministério Público, que instaurou uma notícia de fato para garantir que a apuração seja feita de forma adequada.
A estátua de Iemanjá não é estranha a atos de vandalismo. Em 2013, ela teve a cabeça e as mãos arrancadas, e em 2016, foi decapitada novamente. Mesmo com a revitalização da Praça de Iemanjá, que foi entregue em setembro de 2025 com um investimento de R$ 662,7 mil, a segurança do monumento ainda precisa ser repensada. Este local é um ponto de celebrações e oferendas, representando uma parte vital da cultura e religião afro-brasileira na região.
Crédito da imagem: Foto: Pixabay — CapeCom (pixabay)



