Uma pizzaria localizada no Jardim Oceania, em João Pessoa, gerou polêmica ao publicar um pedido direcionado a clientes de esquerda, solicitando que não frequentassem o estabelecimento. O proprietário, João Paulo Ramos Almeida, é um policial militar que atualmente ocupa um cargo no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB). Na última quinta-feira (29), o Ministério Público de Contas (MPC) decidiu solicitar o afastamento dele do cargo enquanto investiga a situação.
O pedido do MPC não se limita ao afastamento. Os procuradores Manoel Antônio dos Santos Neto e Marcílio Toscano Franca Filho também requisitaram que o Comando-Geral da Polícia Militar abra um procedimento para investigar a conduta do policial. Para isso, é fundamental esclarecer sua participação na publicação e verificar se houve recusa de atendimento a clientes por conta de suas convicções políticas.
Além disso, a investigação envolverá a apuração das funções que João Paulo exerce na pizzaria, uma vez que a legislação vigente impõe restrições à atuação de policiais militares na administração de empresas. O MP de Contas também se manifestou a respeito, destacando que a discriminação por convicção política é algo que deve ser combatido, assegurando que a liberdade de expressão é um direito fundamental garantido pela Constituição.
Após a polêmica, o estabelecimento apagou a postagem, mas não sem antes gerar mais descontentamento. Em uma nova publicação, a pizzaria afirmou que foi notificada pelo Ministério Público para retirar o conteúdo, o que foi desmentido pelo órgão. O caso agora será acompanhado pelo Procon Estadual da Paraíba e pela Delegacia-Geral da Polícia Civil, que investigarão potenciais ilegalidades associadas à situação.
Enquanto isso, o clima na região continua tenso e dividido, refletindo a polarização política que se intensificou nas últimas eleições. A pizzaria, por sinal, também fez postagens de promoções de rodízio em datas que coincidem com o calendário eleitoral, levantando mais questionamentos sobre suas intenções e alinhamento político.
Crédito da imagem: Intolerância política gera restrições a clientes e artistas


