quarta-feira, 28/10/2026

27° João Pessoa Poucas nuvens · máx 30° mín 26°

Mais de 100 moradores se afastam de casa de acolhida devido a condições insatisfatórias, informa a PM

Na última quinta-feira (22), mais de 100 pessoas deixaram uma casa de acolhida em Santa Rita, na Grande João Pessoa, alegando condições precárias. A informação foi confirmada pela Polícia Militar, que informou que parte…

Compartilhe:

Na última quinta-feira (22), mais de 100 pessoas deixaram uma casa de acolhida em Santa Rita, na Grande João Pessoa, alegando condições precárias. A informação foi confirmada pela Polícia Militar, que informou que parte do grupo passou a noite em um posto de combustíveis às margens da BR-230.

De acordo com o tenente-coronel Alcântara, do 7º Batalhão da PM, a decisão de deixar a casa foi motivada por insatisfações relacionadas às instalações, alimentação e ao tratamento recebido. Embora o oficial tenha mencionado esses pontos, não entrou em detalhes sobre as condições enfrentadas pelos acolhidos.

Após a saída, algumas pessoas optaram por retornar à casa, enquanto outras pediram a ajuda de familiares para serem buscadas. O tenente-coronel destacou que a situação ocorreu sem qualquer tipo de violência ou depredação, com todos os envolvidos mantendo a tranquilidade.

O tumulto teve início após uma agressão física que ocorreu no local, relacionada a uma discussão envolvendo um visitante que havia ido buscar um familiar. A vítima registrou um boletim de ocorrência e, segundo Dorgivan de Castro, proprietário do espaço, ele ficou sabendo do ocorrido por meio dessa pessoa. Ao chegar à granja, Dorgivan encontrou parte do grupo já havia se dispersado.

O dono da granja afirmou que foi procurado por um homem, Gláucio Amaral, para alugar o imóvel e abrir uma filial de uma clínica de recuperação que funcionava em Goiana, Pernambuco. Ele expressou surpresa com a quantidade de acolhidos, que chegava a 160 pessoas, e manifestou preocupação com a capacidade do espaço: “Eu realmente fiquei meio espantado com o número de pessoas para o ambiente”, disse.

Os relatos de maus-tratos e a alegação de que a instituição não tinha condições de manter o grupo foram feitos por alguns acolhidos. Uma das pessoas mencionou que seus familiares acreditavam que ela ainda estava em Pernambuco, sem saber que havia sido levada para Santa Rita.

Com a situação se desenrolando, Dorgivan afirmou que não pretende manter o aluguel do espaço e que seu foco é encontrar os familiares das pessoas ainda presentes para que possam retornar para casa. Na manhã desta sexta-feira (23), cerca de 10 pessoas ainda permaneciam no posto de combustíveis.

Crédito da imagem: Grupo deixa casa de acolhimento e pede ajuda em Santa Rita