Um trágico incidente ocorrido em novembro de 2025 no bairro da Prata, em Campina Grande, resultou na morte de uma idosa e na destruição de várias residências. O rompimento de um reservatório de água da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) levou o Ministério Público da Paraíba (MPPB) a entrar com uma ação civil pública, solicitando a indenização de R$ 10 milhões. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 22.
A ação foi movida pelo promotor de Justiça Hamilton de Souza Neves Filho, que defende os interesses ambientais e sociais. Ele destaca que o bloqueio cautelar de R$ 10 milhões em contas da Cagepa visa assegurar a realização de obras de contenção e reparação. Laudos técnicos revelaram que o colapso do reservatório foi resultado de falhas de projeto, erros na execução e falta de manutenção ao longo dos anos.
O caso já havia gerado repercussão em julho, quando a Cagepa foi autuada pelo MP-Procon por descumprir normas de segurança essenciais. A autuação poderia resultar em multa, com os valores revertidos para o Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor. Em resposta, a Cagepa afirmou que ainda não havia recebido a notificação oficial e se comprometeu a analisar a situação quando isso ocorresse.
O reservatório, que datava da década de 1960 e tinha capacidade de 2 milhões de litros, não possuía registro técnico de responsabilidade adequado. O ex-presidente da Cagepa, Marcus Vinícius, havia mencionado que as vistorias eram feitas de forma contínua, mas especialistas apontaram que a falta de uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) específica para o reservatório era uma falha grave.
O impacto do acidente foi devastador: três casas desabaram, e mais de 20 imóveis sofreram danos, além de veículos sendo arrastados pela força da enxurrada. Os serviços de emergência, incluindo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, foram acionados, mas não houve vítimas soterradas. A Cagepa lamentou o ocorrido e iniciou investigações para apurar as circunstâncias do acidente.
A tragédia também afetou o abastecimento de água em Campina Grande e em municípios vizinhos, interrompendo o fornecimento temporariamente. A Energisa, responsável pela energia elétrica na região, informou que o rompimento causou danos significativos à rede elétrica, mas o serviço foi restabelecido rapidamente.
Esse episódio levanta questões importantes sobre a segurança das estruturas públicas e a necessidade de um monitoramento eficaz, especialmente em uma cidade onde a água é um recurso tão essencial. A população aguarda respostas e medidas que garantam a segurança e a prevenção de novos acidentes.



