quarta-feira, 28/10/2026

26° João Pessoa Céu limpo · máx 30° mín 25°

STJ mantém prisão de policial civil envolvido em esquema de desvio de drogas na Paraíba

Uma decisão recente do ministro Joel Paciornik, relator do Superior Tribunal de Justiça (STJ), frustrou as esperanças de liberdade de Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba”. Acusado de envolvimento em um esquema…

Compartilhe:

Uma decisão recente do ministro Joel Paciornik, relator do Superior Tribunal de Justiça (STJ), frustrou as esperanças de liberdade de Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba”. Acusado de envolvimento em um esquema de desvio de drogas na Polícia Civil, que também envolve um delegado, o pedido de habeas corpus foi negado nesta quarta-feira (21), em meio a uma investigação robusta que teve início com a Operação Perfidus, realizada em junho deste ano.

O ministro apontou que existem evidências concretas que sustentam a necessidade de manter o réu sob custódia, destacando que sua soltura poderia permitir a continuidade das atividades criminosas. A defesa de “Bomba” argumentou que a manutenção da prisão seria uma antecipação de pena e violaria o princípio da presunção de inocência, mas esses argumentos foram refutados pelo relator.

A situação se complica ainda mais com a recente reviravolta na Justiça. No final de setembro, o juiz Salvador de Oliveira Vasconcelos, da 5ª Vara Criminal de João Pessoa, revogou uma decisão anterior que havia determinado a soltura do delegado Braz Morroni e dois agentes da Polícia Civil, incluindo Everton. O juiz ressaltou que o Ministério Público da Paraíba havia solicitado a conversão da prisão temporária em preventiva, e que a soltura anterior se baseou em premissas equivocadas, pois os acusados continuam detidos por outras determinações judiciais.

O juiz também declarou que a 5ª Vara Criminal da Capital não possui competência para julgar o caso, que deverá ser analisado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba. Essa mudança de competência pode prolongar o processo e gerar mais incertezas para os envolvidos.

Em paralelo, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) já havia ajuizado uma ação por improbidade administrativa contra o delegado e os agentes, buscando responsabilizá-los na esfera cível por suas ações ilícitas. A investigação, que começou a partir de uma denúncia anônima, revelou que o grupo se apropriava de drogas apreendidas durante operações e as revendia ilegalmente, obtendo lucros para si e para uma organização criminosa.

Segundo o MPPB, o afastamento imediato dos envolvidos é crucial para o andamento dos processos e para evitar novas infrações. As evidências coletadas incluem análises de celulares, dados de geolocalização e depoimentos, evidenciando o esquema criminoso que estava em curso.

Com a situação se desenrolando, a população paraibana aguarda desdobramentos dessa complexa trama que envolve os próprios defensores da lei no estado, enfatizando a necessidade de justiça e transparência no combate à corrupção.

Crédito da imagem: TV Globo