quarta-feira, 28/10/2026

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STJ analisa recurso de paraibano envolvido em caso de chacina em Pioz, na Espanha

A chacina de Pioz, que chocou a comunidade paraibana e o mundo, completa 10 anos em um clima de incertezas e apelos por justiça. O caso ganhou novos contornos nesta quarta-feira (21), quando o…

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A chacina de Pioz, que chocou a comunidade paraibana e o mundo, completa 10 anos em um clima de incertezas e apelos por justiça. O caso ganhou novos contornos nesta quarta-feira (21), quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) começou a analisar um recurso da defesa de Marvin Henriques Correia, acusado de ter incentivado os brutais assassinatos de sua família por Patrick Nogueira Gouveia, em agosto de 2016, na Espanha.

Marvin, que já havia sido absolvido, viu seu processo ser reaberto e agora busca uma nova chance no Supremo Tribunal Federal. A defesa argumenta que o STJ não deveria ter rejeitado o pedido para o caso seguir ao STF, enquanto o tribunal paraibano encaminhou novamente o processo ao STJ, onde um grupo de 15 ministros irá decidir sobre a situação.

As mensagens trocadas entre Marvin e Patrick durante o crime são o cerne da acusação. Patrick, que confessou os assassinatos, enviou fotos e relatou detalhes macabros do que fez, enquanto Marvin supostamente orientava como evitar rastros. O conteúdo dessas conversas, embora comprometedor, é contestado pela defesa, que defende a inocência de Marvin, alegando que ele agiu movido pelo medo e pela imaturidade.

O advogado de Marvin, Sheyner Asfóra, destacou que a defesa argumenta que ele não tinha obrigação legal de denunciar o que sabia e que sua conduta, embora criticável do ponto de vista ético, não deve ser considerada criminosa. No entanto, a opinião pública e os familiares das vítimas divergem, e um dos tios de Patrick aponta que a situação é um exemplo de impunidade no Brasil.

O caso gerou repercussão internacional, não apenas pela brutalidade dos crimes, mas também pelo envolvimento de Marvin, que há uma década se vê preso a um passado que o persegue. Atualmente, ele vive em liberdade, mas a sombra da chacina ainda paira sobre sua vida. Recentemente, ele revelou sua vontade de ser visto além do crime, buscando um novo começo através de projetos pessoais.

Enquanto o STJ decide sobre o futuro de Marvin, a comunidade paraibana observa ansiosamente, esperando que a Justiça encontre um caminho que possa trazer um pouco de paz às famílias afetadas por essa tragédia. A expectativa é de que a análise do caso, que se estende até o dia 28 de outubro, traga clareza e justiça para todos os envolvidos.